Sede da Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP é reconhecida como a mais sustentável das Américas

Sede da Sicredi em Palotina é o prédio mais sustentável das Américas

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Certificação LEED O+M V5 Platinum foi conquistada com 92 pontos e coloca a Sede Administrativa da Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP em terceiro lugar no ranking mundial de edifícios em operação

A Sede Administrativa da Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP, localizada em Palotina, no Paraná, conquistou um importante reconhecimento internacional na área de sustentabilidade. O edifício recebeu a certificação LEED O+M V5 Platinum, com 92 pontos, e passou a ocupar a liderança nas Américas entre os prédios em operação avaliados pelo sistema.

O desempenho também coloca a sede em terceiro lugar no ranking mundial. A certificação, válida por três anos, reconhece práticas relacionadas à eficiência energética e hídrica, gestão de resíduos, qualidade dos ambientes internos e conservação ambiental.

O LEED, sigla para Leadership in Energy and Environmental Design, é um sistema internacional de avaliação de edificações sustentáveis desenvolvido pelo U.S. Green Building Council (USGBC).

Na modalidade O+M — Operations and Maintenance, a avaliação é direcionada a edifícios já construídos e em funcionamento. Ou seja, considera o desempenho efetivo da operação. Para alcançar o nível Platinum, são necessários pelo menos 80 dos 110 pontos disponíveis.

Certificação reconhece compromisso com sustentabilidade

Para o presidente da cooperativa, Jaime Basso, o reconhecimento representa um trabalho que vai além da conquista da certificação.

“A conquista do LEED Platinum reconhece um trabalho que vem sendo construído a partir do nosso modelo de gestão e do compromisso com o uso responsável dos recursos.”

Segundo Basso, a intenção é manter um processo contínuo de aprimoramento das práticas adotadas no empreendimento.

A certificação também está relacionada à agenda ESG — Ambiental, Social e Governança e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas.

Entre eles estão água limpa e saneamento, energia limpa e acessível, consumo e produção responsáveis e ação contra a mudança do clima.

Consumo de água potável caiu 52%

Um dos destaques da sede é o sistema de gestão da água.

A estrutura permite captar e reutilizar a água da chuva. O volume coletado é direcionado para uma cisterna com capacidade de 50 mil litros e um reservatório de 30 mil litros.

A água reaproveitada abastece descargas sanitárias, torneiras externas e a irrigação dos jardins. Já a água potável continua sendo fornecida pela rede pública.

Além disso, hidrômetros digitais acompanham separadamente o consumo de água potável e de reúso em diferentes ambientes.

O prédio também utiliza restritores de vazão nos banheiros.

Com esse conjunto de medidas, a sede alcançou uma redução de 52% no consumo de água potável.

Energia renovável abastece 100% do consumo do edifício

A eficiência energética é outro indicador importante da certificação.

Segundo a cooperativa, 100% do consumo de energia do edifício é suprido por geração renovável produzida no próprio local, por meio de usinas fotovoltaicas.

As estruturas apresentam geração média de 250 mil kWh por mês.

Além da geração solar, a sede utiliza iluminação dimerizável, sensores de presença, programação dos horários de funcionamento dos equipamentos e monitoramento do consumo por ambientes.

O resultado também aparece na redução da pegada de carbono.

A operação registra 81,99% menos emissões de gases de efeito estufa relacionadas ao uso de energia, na comparação com edifícios similares.

Indicadores ajudam a identificar novas oportunidades

O diretor executivo da Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP, Moacir Niehues, destaca que o acompanhamento dos indicadores permite que a cooperativa continue buscando melhorias.

“Os 92 pontos mostram que é possível transformar eficiência em resultado quando temos acompanhamento sistemático e decisões com base em dados.”

Segundo Niehues, a certificação não deve ser considerada um ponto final. A estrutura criada permite identificar novas oportunidades de redução de consumo, melhoria da operação e qualidade dos ambientes nos próximos ciclos de avaliação.

Mais de 61% dos resíduos deixam de seguir para descarte convencional

A gestão de resíduos também faz parte das práticas reconhecidas.

Materiais recicláveis, resíduos orgânicos e rejeitos são separados de acordo com suas características.

Os recicláveis e equipamentos eletrônicos sem utilização são destinados à Associação dos Agentes Ambientais e Reciclados de Palotina Preserva (A-PAVA) e à Associação dos Catadores de Palotina (ACPA).

Já os resíduos orgânicos passam por compostagem.

O processo gera um biofertilizante líquido, que é utilizado nos jardins da própria sede. Assim, parte dos nutrientes retorna ao empreendimento.

Como resultado das medidas adotadas, 61,28% dos resíduos deixaram de seguir para o descarte convencional.

Bosque preserva árvores nativas centenárias

A sustentabilidade da sede também envolve a conservação da biodiversidade.

A área verde do empreendimento abriga o Bosque Raízes do Amanhã, formado por árvores nativas centenárias.

Entre as espécies estão angico-branco, ipê, peroba-rosa e cedro.

Em 2025, a cooperativa concluiu a catalogação das árvores do bosque, com identificação das espécies e mapeamento da localização.

O levantamento auxilia no planejamento das ações de manutenção e conservação. Além disso, a área verde funciona como espaço de convivência e bem-estar para os colaboradores.

Sustentabilidade integrada à gestão

Os números ajudam a dimensionar o desempenho ambiental da sede: são 92 pontos na certificação LEED, redução de 52% no consumo de água potável, geração renovável para suprir 100% do consumo energético do edifício, redução de 81,99% das emissões relacionadas ao uso de energia e desvio de 61,28% dos resíduos do descarte convencional.

Dessa forma, a certificação mostra como infraestrutura, tecnologia, acompanhamento de indicadores e gestão ambiental podem atuar de maneira integrada.

O resultado coloca a sede da Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP, em Palotina, entre as construções em operação com melhor desempenho ambiental reconhecido pelo sistema LEED.

Sicredi reúne mais de 10,5 milhões de associados

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa presente fisicamente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal.

A instituição reúne mais de 10,5 milhões de associados e possui mais de 3 mil agências.

O modelo cooperativo permite que os associados também participem do negócio, enquanto a instituição oferece soluções financeiras e não financeiras.

Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP está presente no Paraná e em São Paulo

A Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP é uma das 98 cooperativas que integram o Sicredi.

Com 37 anos de história, possui 102 agências e mais de 300 mil associados.

Sua atuação está distribuída por 43 municípios do Paraná e oito municípios de São Paulo, incluindo a capital paulista e a região do Grande ABC.

Conheça a Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP

O que você precisa saber

A sede da Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP, em Palotina, conquistou 92 pontos na certificação LEED O+M V5 Platinum. O resultado coloca o edifício na liderança das Américas e em terceiro lugar mundial entre as construções em operação reconhecidas pelo sistema. Entre os indicadores estão redução de 52% no consumo de água potável, energia renovável para suprir 100% do consumo do edifício e redução de 81,99% das emissões relacionadas ao uso de energia.

Perguntas mais frequentes

Onde fica a sede reconhecida pelo LEED?
Em Palotina, no Paraná.

Qual certificação o prédio recebeu?
LEED O+M V5 Platinum.

Quantos pontos foram conquistados?
A sede alcançou 92 dos 110 pontos disponíveis.

Qual é a posição no ranking?
De acordo com as informações divulgadas pela cooperativa, o resultado coloca a sede em primeiro lugar nas Américas e em terceiro lugar mundial entre edifícios em operação reconhecidos pelo sistema.

Quanto o prédio reduziu o consumo de água potável?
A redução foi de 52%.

A sede utiliza energia solar?
Sim. Usinas fotovoltaicas instaladas no próprio local geram energia renovável. Segundo a cooperativa, essa geração supre 100% do consumo do edifício.

O que acontece com os resíduos orgânicos?
Eles passam por compostagem. O biofertilizante líquido produzido no processo é utilizado nos jardins da sede.

O que é o Bosque Raízes do Amanhã?
É uma área verde da sede que abriga árvores nativas centenárias e também funciona como espaço de convivência.

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