CPF de brasileiros é vendido na dark web; veja quanto criminosos pagam por dados

Polícia

Pesquisa mostra preços de informações pessoais e revela que 51% dos entrevistados já compartilharam o CPF na internet

Dados pessoais de brasileiros estão sendo vendidos na dark web. Os valores variam conforme o tipo de informação. Em alguns casos, os preços começam em cerca de R$ 26.

Os dados fazem parte de um levantamento da NordVPN divulgado neste mês. A pesquisa mostra que informações pessoais, contas digitais e dados financeiros podem ser usados por criminosos.

Além disso, muitos brasileiros admitem compartilhar informações pessoais na internet.

Quanto valem os dados dos brasileiros?

Segundo o levantamento, cartões de pagamento roubados têm preço mediano de US$ 13, cerca de R$ 67.

Já um pacote completo de informações pessoais, chamado de “fullz”, pode custar US$ 40, aproximadamente R$ 208.

Esse pacote pode reunir nome, data de nascimento, endereço e dados de cartões.

Por outro lado, contas digitais também aparecem entre os dados comercializados.

Os valores informados pela pesquisa são:

  • Netflix: menos de US$ 5, cerca de R$ 26;
  • Telegram: cerca de US$ 12, aproximadamente R$ 62;
  • TikTok: até US$ 60, cerca de R$ 312;
  • Wise: até US$ 899, aproximadamente R$ 4,7 mil;
  • Revolut: mais de US$ 1.700, cerca de R$ 8,8 mil.

Os valores mais altos estão relacionados às contas financeiras. Isso ocorre porque esse tipo de acesso pode permitir golpes e movimentações de dinheiro.

Brasileiros expõem dados pessoais na internet

A pesquisa também mostra como os brasileiros compartilham informações pessoais.

De acordo com o levantamento:

  • 82% já compartilharam o nome completo;
  • 78% divulgaram a data de nascimento;
  • 63% publicaram o endereço residencial;
  • 63% compartilharam o status de relacionamento;
  • 51% já divulgaram o CPF;
  • 21% compartilharam informações bancárias.

Além disso, 37% dos brasileiros entrevistados afirmam ter medo de que seus dados estejam circulando na internet sem autorização.

A exposição também gera arrependimento. Segundo a pesquisa, isso ocorre com 21% dos brasileiros, quase o dobro da média mundial.

O estudo ouviu 1.003 brasileiros entre 18 e 74 anos. Ao todo, a pesquisa reuniu mais de 20 mil usuários de internet em 20 países.

Como proteger seus dados

Diante desse cenário, alguns cuidados podem reduzir os riscos.

1. Use senhas diferentes

Evite usar a mesma senha em vários sites. Prefira senhas longas e difíceis de adivinhar.

2. Ative a autenticação em dois fatores

Esse recurso cria uma camada extra de proteção. Assim, mesmo que alguém descubra sua senha, o acesso fica mais difícil.

3. Não compartilhe dados sem necessidade

Evite publicar CPF, endereço, telefone, data de nascimento e informações bancárias.

Principalmente, não forneça esses dados em sites desconhecidos.

4. Cuidado com links e mensagens

Antes de clicar, confira quem enviou a mensagem. Além disso, observe o endereço do site.

Golpistas costumam usar falsas promoções, cobranças e mensagens urgentes para conseguir informações.

5. Mantenha seus aparelhos atualizados

Atualize o celular, o computador e os aplicativos. As novas versões costumam corrigir falhas de segurança.

6. Tenha cuidado com Wi-Fi público

Evite acessar bancos e outros serviços com dados sensíveis em redes abertas ou desconhecidas.

7. Monitore suas contas

Confira movimentações bancárias, compras e avisos de login.

Caso encontre alguma atividade que não reconheça, troque a senha. Em seguida, entre em contato com o serviço.

O que você precisa saber

  • Dados pessoais de brasileiros podem ser comercializados na dark web.
  • Os valores variam de acordo com o tipo de informação.
  • Pacotes completos de dados podem custar mais de R$ 200.
  • Contas financeiras comprometidas podem alcançar milhares de reais.
  • 51% dos entrevistados já compartilharam o CPF na internet.
  • 21% já divulgaram informações bancárias.
  • 37% têm medo de que seus dados circulem sem autorização.
  • Senhas fortes e autenticação em dois fatores ajudam na proteção.
  • Evitar links suspeitos também reduz o risco de golpes.

Perguntas mais frequentes

O que é a dark web?

É uma parte da internet que não aparece nos mecanismos comuns de busca. Ela pode ser usada para atividades legítimas, mas também abriga mercados e fóruns usados por criminosos.

Meu CPF pode ser vendido na internet?

Segundo a pesquisa apresentada, dados pessoais podem ser comercializados na dark web. O levantamento também mostra que 51% dos brasileiros entrevistados já compartilharam o CPF online.

Quanto custa um pacote de dados pessoais?

O levantamento cita o chamado “fullz”, que reúne diferentes informações pessoais. O preço mediano informado é de US$ 40, cerca de R$ 208.

Como proteger meus dados?

Use senhas diferentes, ative a autenticação em dois fatores e evite compartilhar informações pessoais sem necessidade. Além disso, desconfie de links e mensagens suspeitas.

O que fazer se eu identificar uma conta invadida?

Troque a senha imediatamente e entre em contato com o serviço. Também verifique movimentações e acessos que você não reconhece.

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